sábado, 18 de setembro de 2010

but you are the only exception.

talvez em algum lugar profundo da minha alma, eu saiba que o amor nunca dura, e que nós temos que arranjar outros meios de seguir em frente, sozinhos e manter a cabeça erguida. e eu sempre vivi assim, mantendo uma distância confortável. e até agora eu jurei pra mim mesma que eu era feliz com a solidão, porque nada disso nunca valeu o risco. mas você, é a única exceção. eu tenho um forte controle sobre a realidade, mas não posso deixar o que está aqui diante de mim. eu sei que você vai embora pela manhã, quando acordar. me deixe ao menos com alguma prova de que tudo isso não foi um sonho.
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

sempre chega o dia,

que você começa a pensar em encontrar um alguém , pra te amar, te fazer feliz. chega um dia, que você encontra uma pessoa, e você acha que ela é o que você sempre quis. chega um dia, que essa pessoa começa te dizer coisas lindas e assim, te enche de esperança. chega um dia, que essa pessoa te diz que sem você não segue mais e quer viver juntos como crianças. chega o dia, em que um dos dois começa a pensar que esse dia não pode chegar. chega um dia, em que todo esse grande amor com poucas palavras vai se acabar.chega um dia, em que nós pensamos porque esse dia destrói tanto o coração. chega o dia, que todos nós descobrimos que tudo não passou de uma ilusão.

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era tudo muito estranho.

até onde eu sabia, nós dois estávamos em perigo mortal. mesmo assim, naquele instante, eu me sentia bem. completa. eu podia sentir meu coração disparado no meu peito, o sangue pulsando quente e rápido nas minhas veias de novo. meus pulmões estavam cheios com o doce cheiro que vinha da pele dele. era como se nunca houvesse existido um buraco no meu peito.
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terça-feira, 14 de setembro de 2010

o que é felicidade?

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pessoas consideradas inteligentes, dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro. eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. o que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói. todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. no que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição. felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas. tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. até aí, conta-se com a providência divina. o resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas. os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa. a gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. tem gente que é infeliz porque tem um câncer. e outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. os que têm câncer não têm sorte. mas os outros, sim, têm a sorte de optar. e estes só continuam infelizes se assim escolherem.
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